terça-feira, 18 de junho de 2013

Passo-a-passo da modelagem de um vestido básico

Olá pessoal! 

Conforme prometi segue modelagem de um vestido básico, passo-a-passo para tentarem modelar em tamanho real ou miniatura, e juntos discursarmos as dificuldades e compartilharmos os resultados.

As imagens estão em JPEG e vocês podem imprimir









Curso de Modelagem Feminina Avançada - Julho

Aproveite as férias da faculdade pra estudar modelagem:


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Corte e costura

Hoje foi dia de aula prática de costura com as meninas do curso de modelagem Infantil!
Com o molde pronto elas riscaram e cortaram no tecido e eu costurei explicando o passo a passo de montagem da peça.

Riscando o molde no tecido.

Aplicando o que aprenderam elas observam o fio sempre
paralelo em relação a ouréola.








Corte





Peça pronta cortada

1 - Costurar revés frente e costas unindo ombros


2 - Costurar revés cava frente e costas fechando ombro e laterais

3 - Costurar ombros frente e costas

4 - Unir revés do decote na peça

5 - Dobrar transpasse para embutir revel

6- Costurar revel de decote jogando emendas do ombro 
para o lado das costas

7 - Costurar transpasse virando 1,0 + 2,0cm

8 - Passar pesponto decote

9 - Fechar laterais

10 - Pregar revés cava

11 - Fechar pence costas

12 - Fazer bainha virando 1,0 + 1,0cm

Peça pronta: COSTAS



Peça  pronta : FRENTE

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Teciteca

TECITECA: BIBLIOTECA DE TECIDOS


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Conhecer e saber identificar os tecidos é importante para o profissional da indústria têxtil, mas como discernir um entre centenas de tecidos? É claro que conhecer todas as fibras, seus usos e características é difícil e, por isso, há a necessidade de contar com algumas ferramentas que auxiliam nesta identificação, como um acervo de tecidos, uma teciteca.

Imagem: Uma teciteca reúne diversos tipos de tecidos e suas características em um único espaço/ Fonte: site FAAP


A teciteca é um espaço físico que contém arquivo com amostras fichas técnicas dos tecidos, nas áreas de moda, vestuário confecção. A utilização deste recurso é um excelente caminho para conhecer atextura do tecido e quais as possibilidades de aplicação nas roupas. Além disso, o uso desta ferramenta proporciona uma maior economia de tempo e agilidade na hora da busca de referências.

A teciteca precisa também estar atualizada com as novas fibras e as tendências de cada uma dasestações da moda. Algumas instituições de ensino de moda do país possuem acervos que estão disponíveis para professores e estudantes. Também permitem a entrada de pesquisadores e profissionaisdo universo da moda.


Imagem: A teciteca da Unipe reúne informações sobre tecidos, aviamentos, produção e mercado criativo de moda/ Fonte: site Unipe


Ferramentas de pesquisa e consulta de característicasuso e tipos de tecidos online também já estão disponíveis e ao alcance de todos. Este é o caso da teciteca vinculada ao departamento Ceart daUniversidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) que pode ser acessada aqui.

O portal traz um glossário com diversos tipos e informações sobre a composição, origem e utilizaçãodesses tecidos. Algumas publicações também podem ser utilizadas como guias, como é o caso do livro“Guia Prático dos Tecidos”, escrito por Maria Helena Daniel.

Na obra, a autora vai além do tipos de tecidos e suas características e aponta a origem e, em alguns casos, mostra as diferenças e peculiaridades entre tecidos similares. Ela catalogou na publicação cerca de 180 tipos de materiais e dividiu-os em categorias, como sustentáveis, raros, entre outros.

Tipos de Modelagem




TIPO DE MODELAGEM: PLANA, TRIDIMENSIONAL E VETORIZADA





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modelagem como processo essencial na confecção de roupas pode ser dividida em três tipos distintos: bidimensional ou plana, tridimensional ou moulage modelagem vetorizada.

modelagem bidimensional ou plana é iniciada a partir de uma tabela de medidas. Com esses dados, omodelista faz uma transposição gráfica do desenho, figura ou peça para o papel em função da geometria espacial.

O uso de réguascurvas francesas, esquadros e outros instrumentos de medição - através de linhas retas, curvas, paralelas e perpendiculares - dão origem aos chamados moldes básicos.


Imagem: Modelagem planificada feita em papel/ Fonte: Arquivo pessoal


Interpretar visualmente o modelo desejado é de suma importância, uma vez que suas características são transpostas no papel de forma bidimensional. Detalhes, formas, volumes, medidas, tipos de costuras e montagens fazem parte da análise e são representados neste tipo de modelagem.

modelagem tridimensional, também conhecida como moulage (termo em francês) ou drapping (termo em inglês), é fundamentada e construída a partir de um corpo ou busto de prova, seja feminino, masculino ou infantil.

Este tipo de modelagem consiste em uma forma escultural de desenvolver o modelo com precisão e proporciona maiores acertos no quesito vestibilidade da peça.


Imagem: Modelagem tridimensional feita em manequim/ Fonte: Arquivo pessoal


Podemos considerar que os gregos, romanos e egípcios foram os precursores dessa técnica de modelagem, uma vez que era grande o número de roupas drapeadas inseridas no contexto devestimenta histórica desses povos.

A modelagem tridimensional destaca-se por sua grande liberdade de construção e, até mesmo, poucos ou nenhum ajuste em relação aos resultados obtidos.

modelagem vetorizada, o chamado CAD – desenho auxiliado por computador (em inglês Computer Aided Design) -, é iniciada a partir da modelagem bidimensional, inserida de forma vetorial, no qual o processo é informatizado.


Imagem: Modelagem vetorizada feita no software Audaces Vestuário/ Arquivo pessoal


Essas ferramentas vêm ganhando espaço nas confecções e estão se tornando cada vez mais evoluídos e precisos na modelagem e desenvolvimento das peças. Os softwares para confecção têm grande capacidade de acelerar o processo de ampliação e redução dos moldes, bem como o encaixe e riscos dos tamanhos a serem cortados.

Atualmente, há uma grande procura dos profissionais da área em se especializar na construção dos moldes diretamente no computador (diagramas e adaptações de modelos). Afinal, construir bases e adaptá-las diretamente no CAD tem gerado maiores vantagens, mais rapidez e minimizado o tempo de produtividade.